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Prostatectomia e Fisioterapia Pélvica: O que todo homem precisa saber

A cirurgia de retirada da próstata pode trazer sequelas como incontinência urinária e disfunção erétil. A reabilitação pélvica é o caminho para a recuperação.

O câncer de próstata é um dos mais incidentes entre os homens, e o tratamento frequentemente envolve a prostatectomia radical — a cirurgia para remoção da glândula. Embora seja uma intervenção salvadora de vidas, ela carrega o risco de sequelas que impactam profundamente a qualidade de vida e a saúde mental do homem: a incontinência urinária e a disfunção erétil.

Infelizmente, muitos pacientes não são devidamente informados de que a fisioterapia pélvica é uma etapa fundamental do tratamento e deve, idealmente, começar antes mesmo da cirurgia.

Por que a incontinência e a disfunção acontecem?

A próstata está localizada logo abaixo da bexiga e envolve a uretra. Durante a sua remoção cirúrgica, os nervos responsáveis pela ereção e os esfíncteres (músculos que controlam a saída da urina) podem sofrer traumas, estiramentos ou, em alguns casos, precisar ser parcialmente ressecados.

O resultado, na maioria dos casos, é uma perda de urina que varia de leve (apenas ao tossir ou fazer esforço) a grave (vazamento contínuo), além de dificuldade em alcançar ou manter uma ereção rígida o suficiente para a relação sexual.

O Papel da Fisioterapia Pélvica: Prevenção e Tratamento

A fisioterapia pélvica masculina foca na reabilitação funcional dos músculos do assoalho pélvico. Quando o tratamento é iniciado de forma correta, as taxas de sucesso são altíssimas.

1. Reabilitação Pré-operatória (“Pré-Habilitação”)

O cenário ideal é que o homem passe por sessões de fisioterapia antes de ir para o centro cirúrgico. Nesse período, ele aprende a contrair e relaxar os músculos do assoalho pélvico de forma isolada, enquanto ainda não há dor ou trauma.

Pacientes que fortalecem a musculatura previamente retornam à continência urinária de forma significativamente mais rápida.

2. Tratamento Pós-operatório

Após a liberação médica (geralmente após a retirada da sonda), iniciamos o trabalho de fortalecimento e coordenação motora:

O tempo é valioso

O maior erro é esperar passivamente que os sintomas melhorem sozinhos. Quanto mais cedo a intervenção fisioterapêutica ocorre, maiores são as chances de preservar as estruturas musculares e nervosas, e mais rápido o homem retoma sua rotina com segurança e dignidade.

A recuperação não precisa ser um tabu ou um fardo solitário. A reabilitação é ciência, técnica e acolhimento.

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